David não conseguia parar de andar de um lado para o outro no quarto dele. O piso de madeira antiga rangia sob os pés descalços a cada passo, um som seco e irritante que parecia ecoar dentro da cabeça. A janela estava entreaberta, o ar fresco da madrugada italiana entrando em rajadas leves, carregando o cheiro distante de terra molhada e ciprestes. O céu lá fora começava a clarear — um cinza-azulado que anunciava o amanhecer —, mas o quarto ainda estava mergulhado em penumbra, iluminado apenas