David ficou sozinho na varanda coberta por mais tempo do que pretendia.
O borbulhar suave da jacuzzi ecoava baixo, quase hipnótico, misturado ao som distante da cidade lá embaixo — buzinas, motores, o ronco constante de São Paulo que nunca dormia. A água quente iluminada por LEDs azuis refletia nas plantas altas ao redor, criando sombras dançantes nas paredes de vidro. O ar da noite era fresco, carregado do cheiro de cloro e terra molhada, mas o corpo dele ainda queimava por dentro, uma febre