Arianna andava de um lado pro outro no quarto, o celular apertado na mão como se fosse uma granada prestes a explodir.
O coração ainda acelerado, o rosto quente, os lábios formigando com a lembrança do quase.
Quase.
Quase jogou tudo fora: o emprego dos sonhos, o salário que pagava as contas atrasadas, o remédio da mãe, o aluguel que ela nem precisava mais, porque agora morava ali, mas não era louca de perder o único móvel que era seu... alugado, mas dela. Tudo por um beijo que provavelmente ia