Diogo Lima
O cheiro de cigarro impregnava o ar do pequeno apartamento decrépito onde estávamos. A luz fraca da lâmpada amarelada fazia com que as sombras nas paredes parecessem maiores e mais ameaçadoras. Sentei-me na cadeira dura de madeira, encarando a televisão desligada como se pudesse encontrar uma resposta para a merda que minha vida tinha se tornado nos últimos dias.
Coiote estava jogado no sofá rasgado, tragando um cigarro com calma irritante. O som da brasa crepitando era o único ruído