Eduardo Lopes
A sala da casa da minha tia tinha aquele cheiro nostálgico de café recém-passado e madeira antiga. A decoração não mudava há anos – os mesmos quadros, os mesmos móveis de quando eu era criança. Era como se o tempo ali dentro seguisse um ritmo diferente, mais lento, mais paciente.
— Quando é que você vai crescer, Eduardo? — A voz de tia Regina cortou o silêncio enquanto ela me servia uma xícara de café forte, do jeito que eu gostava.
Suspirei, apoiando um cotovelo no braço do sofá.