VIVIAN
Domingo sempre foi o meu dia preferido. E, ironicamente, o que mais me pesa. Talvez porque o silêncio fique alto demais quando a gente não tem para onde correr.
Eu acordei cedo demais para um domingo. A claridade entrava pelas frestas da janela do meu quarto na casa dos meus pais, desenhando linhas claras na parede. Por alguns segundos, eu fiquei ali, encarando o teto, tentando lembrar onde estava. A sensação ainda era estranha, voltar para o lugar onde cresci depois de tudo que acontece