Eu sempre achei que despedidas fossem rápidas.
Um abraço, um “se cuida”, porta fechando, carro saindo da garagem.
Mas não são.
Elas começam antes. No café da manhã mais silencioso. Na mala aberta em cima da cama. Na percepção de que o tempo correu mais rápido do que a gente queria.
Eu acordei com o som do zíper sendo fechado no quarto da minha mãe.
Fiquei deitado alguns segundos, encarando o teto. A casa estava diferente. Não estava vazia ainda — mas já não estava cheia do mesmo jeito.
Lívia ai