O cheiro da dor é o primeiro a me atingir.
Não da minha.
A dor do meu filhote. Sim, meu filhote, porque de agora em diante, ele será como se eu tivesse feito com minha carne e meu sangue, junto a minha loba, minha companheira.
É como sangue diluído em medo e abandono, um lamento sem som. O ar se torna pesado, quase vivo. Me atravessa como uma lâmina e faz meus pelos da nuca se eriçarem, mesmo cego, porque sinto que aquela força que atingiu meus ossos, está se comprimindo cada vez mais dentro