Percebo que o Natal nunca foi sobre datas no calendário, luzes piscando ou mesas fartas. Ele sempre foi sobre pertencimento. E naquela noite, atravessando o portão da casa dos meus pais com Stella ao meu lado, Alice pulando à frente e Elisa aninhada em meus braços, eu senti isso com uma força quase dolorida.
A casa estava iluminada como nos natais da minha infância. As luzes douradas contornavam as janelas, a guirlanda vermelha pendia da porta principal e o cheiro de rabanada misturado com peru