A casa está silenciosa de um jeito que eu nunca conheci antes.
Não é o silêncio vazio dos hotéis depois de um show, nem aquele que ecoa solidão nos corredores grandes demais. É um silêncio vivo. Cheio. Quase sagrado. O tipo de silêncio que respira junto com quem dorme.
Estou parado na entrada da sala, sem coragem de avançar um passo sequer, como se qualquer movimento pudesse quebrar o instante à minha frente.
Stella está deitada no sofá, o corpo curvado de leve para proteger Elisa, que dorme an