Mundo de ficçãoIniciar sessãoEu passei o dia inteiro tentando respirar normalmente, mas a cada hora que avançava, a sensação de que estava prestes a cometer um erro irreversível me consumia por dentro. Pietra me observava de longe, com aquele olhar protetor que, em vez de acalmar, só deixava mais claro o quanto eu estava perdida. Romeo tinha pedido — não, insistido — para conversarmos com calma. Pela primeira vez desde aquele encontro explosivo na cobertura, ele parecia disposto a ouvir, não a dominar.
E eu precisava encerrar aquilo. Precisava fazer as coisas ficarem estáveis antes que meu bebê sentisse todo o caos que vivia dentro de mim.
Quando escureceu, tomei coragem. Peguei o ônibus até metade do caminho e, nos últimos quarteirões, fui caminhando, como se cada passo fosse necessário para me convencer de que eu estava fazendo a coisa certa. A mansão de Rome







