Eu dirigi como se o volante fosse a única coisa me mantendo inteiro. O trânsito de Roma parecia mais lento do que nunca, cada semáforo uma tortura, cada moto cortando meu caminho uma provocação. Eu não consegui sequer ligar o rádio qualquer som parecia errado, deslocado, ofensivo diante do caos que estava crescendo dentro de mim.
Os paparazzi já estavam postando fotos.
Stella não tinha mais tempo.
E eu… eu tinha que chegar até ela antes que o mundo chegasse primeiro.
Quando virei a esquina da rua onde ficava a galeria da Pietra, vi o primeiro flash. Depois o segundo. Três, quatro. Quatro paparazzi se aglomerava na calçada, todos segurando câmeras, celulares, microfones. Gritos se misturavam com nomes distorcidos:
— É ela?
— A namorada secreta do Romeo!
— Está grávida?
— ROMEO! É verdade?
Eu encostei o carro na vaga mais próxima e saltei antes mesmo de desligar o motor. Caminhei decidido pela calçada, empurrando quem estava no meio. Não era elegante. Não era diplomático. Mas não est