Três dias.
É esse o tempo que se passou desde que eu saí da casa da minha família com os punhos ensanguentados e o coração despedaçado.
Três dias em que eu tentei dormir.
Tentei me alimentar.
Tentei fingir que conseguia respirar com normalidade.
Não consigo.
Toda hora vejo o rosto dela.
Toda hora ouço o som da porta da minha casa se fechando.
Toda hora me pergunto se ela chorou depois de sair.
Ou se engoliu a dor em silêncio, como tantas vezes fez.
Eu começo pelo mais óbvio: Felícia.
Ela já me