Estaciono o carro em frente à mansão dos Ávila, com os olhos ardendo e os nós dos dedos ainda doloridos de tanto apertar o volante.
A fachada continua imponente, fria.
A mesma de sempre.
Mas agora não me intimida.
Me enoja.
Respiro fundo, saio do carro e caminho pelo jardim perfeitamente podado.
Cada passo é um lembrete: essa casa já foi meu lar.
Agora é só cenário de guerra.
O segurança da frente hesita quando me vê.
Mas não tenta me impedir.
Ele sabe que não é o momento de brincar com fogo.
A