O banheiro da suíte era um oásis de luxo que parecia zombar da minha simplicidade: azulejos brancos reluzindo sob a luz suave do abajur, o espelho amplo refletindo meu rosto pálido e cansado, o ar impregnado com um leve aroma de lavanda dos sabonetes caros. Sentei-me no chão frio, o contato gelado dos azulejos contra minhas pernas enviando arrepios que ecoavam a frieza que apertava meu peito. Minha mala, aberta ao meu lado, era um testemunho cruel da minha vida desleixada. De todas as roupas qu