Sento-me na cadeira de couro macio, o estofado acolhendo meu corpo com um conforto que contrasta com o peso no meu peito. Cairo está atrás da mesa de mogno, ajeitando a gravata listrada com dedos calejados, os olhos negros me observando com uma preocupação que me faz lembrar do meu pai — seu jeito de inclinar a cabeça quando me contava histórias sobre os primeiros dias do hotel, quando ele e minha mãe o transformaram no coração pulsante da cidade. Meu coração está apertado, esmagado pela perda