Fazia quase um ano agora. Um ano que ela assistira a um suspense ao lado de um homem que acabara de conhecer, se aconchegando a ele nas cenas mais tensas.
Fazia quase um ano que ele a levara para casa, saíra do carro na frente do edifício e ficara esperando na calçada até confirmar que ela entrara no prédio em segurança.
Quase um ano que se jogara na cama exausta, sonhadora, se perguntando se aquilo tudo era real. E se fosse, se Daniel ligaria para ela de novo. E se ligasse, quando faria isso.