Lucile apareceu numa tarde tranquila de uma quarta-feira, depois de um almoço preparado por Helena, que saiu logo depois para resolver uma questão familiar. O céu estava claro, sem drama, sem ameaça, o tipo de tarde em que nada deveria dar errado. Ela veio com Benjamin no colo, e Russ atrás, com a cara de pai que nunca sabe direito onde colocar as mãos quando segura o próprio filho e quando solta. Cori correu para perto deles com a mesma felicidade de sempre que os encontra, e, de certo modo, eles mereciam ser recebidos assim. E Benjamin, mesmo dormindo no colo da mãe, parecia ter uma luz própria.
— Eu odeio deixar a Lucile sozinha com esse pacote explosivo — Russ disse, meio brincando, meio sério, apontando para o bebê adormecido. — Ela anda meio… estressada nos últimos dias.
Ele me puxou de lado por dois segundos, como se fosse me contar um segredo muito importante.
— Ela está muito estressada com tudo isso. A maternidade veio com tudo e parece que demorou para cair a ficha