Os dias na cafeteria tinham um ritmo próprio — o barulho dos copos batendo, o som repetido da máquina de café, o burburinho constante das conversas misturado ao cheiro doce que grudava na pele. Mas naquela manhã, havia algo diferente no ar. Um tipo de silêncio respeitoso, quase protetor, que se formou quando Cecile apareceu na porta.
Ela estava mais pálida do que o normal, os olhos cansados, mas havia uma serenidade no modo como andava, como se tivesse passado por algo que a envelheceu algu