A manhã começou pesada, com um daqueles silêncios incômodos que pairam no ar antes de uma tempestade. A equipe se reuniu na salinha dos fundos, onde o cheiro de café recém-passado se misturava ao de desinfetante barato e a tensão era quase palpável. Todos olhavam para mim, esperando uma explicação, e eu sentia o peso de cada olhar, como se fosse responsável por algo que ninguém sabia exatamente o que era.
Ajeitei os cabelos, respirei fundo e comecei.
— A Cecile... — minha voz saiu baixa,