O ar da madrugada parecia mais pesado quando saí do hospital. O frio encostava no meu rosto como se quisesse me lembrar que eu ainda estava ali, no mundo real, e que as últimas horas não tinham sido apenas um pesadelo. A porta automática se fechou atrás de mim com aquele som sutil e irritante, e por um instante fiquei parada na calçada, sem saber direito o que fazer. A rua estava quase deserta, só o som de um motor se aproximando me arrancou do transe.
Era o carro de Matt. Ele tinha me lig