A rua estava silenciosa naquela noite fria, e o som dos meus passos ecoava pelo calçamento molhado, até que percebi uma silhueta familiar parada em frente ao meu prédio. Meu coração falhou por um instante quando reconheci o sorriso discreto de Harold, o mesmo que eu via tantas vezes na agência, sempre de look impecável e olhar sereno.
— Harold? — soltei, surpresa, tentando entender a cena. — O que você está fazendo aqui? Como você me encontrou?
Ele ajeitou a camisa com naturalidade e deu