LUCILE
O corredor do hospital tinha aquele cheiro inconfundível de limpeza misturado com flores recém-colocadas nos vasos da recepção. Eu respirava fundo, tentando organizar a mente e o corpo, ainda sentindo o calor que Russ deixou em mim naquela manhã.
Ele estava ao meu lado, caminhando com aquela postura firme, mas senti seus dedos roçando levemente os meus de vez em quando. Cada toque era uma pequena explosão dentro de mim. Quase podia ouvir meu coração batendo em ritmo descompassado.