O corredor do hospital ainda cheira a desinfetante quando chego, mas, pela primeira vez em dias, não sinto aquele nó sufocante na garganta. Talvez seja porque dormi pouco. Talvez porque, mesmo sem dormir, acordei com uma mensagem que ainda arde dentro de mim. Russ. Só três palavras, mas que não saem da minha cabeça.
Respiro fundo, ajeito a bolsa no ombro e entro no quarto da minha mãe.
Ela está recostada na cama, os cabelos presos, mas o rosto agora tem mais cor. As bochechas levemente ro