Amara abaixou o corpo, trocando as marchas com precisão. O som do motor rugia, cortando o silêncio da noite como uma fera à solta. Na curva mais íngreme da pista — onde o asfalto quase beijava o penhasco — ela ultrapassou Caíque com uma ousadia que tirou o ar da multidão.
— Puts, você é louco cara! Quer morrer mesmo?! — gritou ele, furioso, vendo o rastro de luz sumir diante dos seus olhos.
Mas o resultado já era previsível. Ninguém vence quem não tem medo de perder a vida.
Quando cruzou a linha