Giovanni
Nunca fui um homem que se deixava consumir por arrependimento.
Mas naquela madrugada, parado no corredor gelado do hospital, com as luzes brancas ofuscando minha visão e o gosto amargo da raiva ainda queimando na minha língua, tudo que eu queria era voltar trinta minutos no tempo.
Voltar para o quarto. Voltar para o momento em que ela disse que talvez fosse melhor ir embora. E então, simplesmente, segurá-la. Pedir para ela ficar. Pedir desculpas por ter sido um idiota. Por ter deixado