O vento soprava entre as colinas de Montevino com uma suavidade antiga, como se trouxesse consigo o eco de todas as gerações que haviam caminhado por aquelas terras. Era outono — e a vinícola, vestida em tons de dourado e cobre, parecia uma pintura viva.
Chiara caminhava lentamente pela varanda principal, observando os netos e bisnetos espalhados pelos vinhedos. Alguns colhiam uvas, outros riam entre as parreiras. Era uma cena simples — mas para ela, representava o verdadeiro milagre do tempo.