A presença continuava ali, espessa, esmagadora, espalhando-se pela câmara como um véu invisível. O lago negro pulsava lentamente, como se respirasse. As runas no teto reagiram, a luz fraca se intensificando em intervalos irregulares, acompanhando algo parecido com um ritmo… antigo demais para ser chamado de coração.
Alexander percebeu primeiro.
O silêncio não era apenas uma regra.
Era um limite.
A criatura não caça com os olhos... disse Alexander mentalmente, alertando os outros dois, — caça pela intenção, com sensações. Pensamentos desordenados. Emoções em excesso. Medo. E principalmente barulho, ruídos por menor que seja.
Ele, fechou os olhos por um instante, forçando a mente a um estado de vazio absoluto. Nenhuma prece. Nenhuma estratégia. Apenas presença controlada. Ele sentiu Crystofe fazer o mesmo, o corpo relaxando de forma antinatural, como uma estátua de carne e ossos. Dhonavan demorou um pouco mais, lutando contra o impulso de recuar, mas conseguiu.
O lago cessou o movimento