Mundo Humano - Camila
Ela não caiu.
Ela afundou mentalmente.
A clareira não se desfez — ela se sobrepôs a algo maior, mais vasto. Camadas de realidade deslizaram umas sobre as outras como placas tectônicas espirituais.
Sekhmet falou com firmeza:
— Não lute contra a travessia. Observe.
Camila essa demora a ser atravessada, disse, obedecendo.
Foi então que ela sentiu o cheiro que era inconfundível para ela.
limão, erva-doce e mel.
Olhou para um, lado e para outro procurando mas nada foi visto. Sekhmet, também sentiu, e se concentrou farejou e então correu na direção que vinha o cheiro.
Três presenças.
Vivas.
No lugar errado... —Disse Sekhmet. —Respirando onde nada deveria respirar.
O mundo dos mortos se revelou diante dela, cinzenta, silenciosa demais e perigosa. Árvores colossais se erguiam como colunas de um templo esquecido, e a névoa rasteira cobria o solo morto sem jamais se dissipar.
E então ela os viu.
Alexander.
Crystofe.
Dhonavan.
— Eles estão no mundo dos mortos… — sus