Como um homem de poder, eu precisava ser prático. Emoções não podiam ditar meus passos.
Eu ainda tinha tempo antes do fim do dia, tempo suficiente para colocar cada peça no lugar certo do tabuleiro.
Saí do palácio com passos largos, ignorando os olhares curiosos e tensos dos servos. O ar do fim da tarde estava quente, pesado, quase sufocante, como se refletisse o caos que eu carregava dentro de mim.
Enquanto avançava pelos corredores em direção à saída principal, tirei o celular do bolso e disquei um número que eu conhecia de cor.
Meu advogado atendeu no segundo toque.
— Senhor, Al Rashid.
Ele disse, com a formalidade de sempre.
— Aconteceu alguma coisa?
— Sim. E preciso que você esteja totalmente focado.
Respondi, sem rodeios.
— Não tenho tempo para rodeios hoje.
— Estou ouvindo.
Continuei andando, sentindo o mármore frio sob meus pés, enquanto organizava as palavras com precisão cirúrgica.
— Tomei uma decisão. Vou me casar com Júlia, uma concubina brasileira.
Houve um breve silê