Eu já havia tomado a decisão antes mesmo de cruzar os portões do lugar. Aquela não seria apenas uma compra. Seria um movimento calculado, silencioso e, ao mesmo tempo, barulhento o suficiente para ecoar onde precisava.
Cada passo meu, desde que deixei o palácio, tinha um propósito claro: preparar o terreno. Nada mais poderia ser improvisado.
O motorista estacionou diante de uma fachada imponente, discreta para quem não conhecia, mas imediatamente reconhecível para qualquer membro da alta sociedade. Ali não se entrava por acaso. Ali se entrava por nome, por linhagem e por poder.
Desci do carro com a postura de quem já pertence àquele espaço antes mesmo de atravessar a porta.
Assim que entrei, o silêncio elegante me envolveu. O cheiro suave de tecidos nobres, couro delicado e perfumes caros pairava no ar. As vitrines internas eram verdadeiras obras de arte: vestidos expostos como joias, iluminados de forma estratégica, cada um prometendo exclusividade absoluta. Nada ali era feito para