Quando chegamos ao palácio, senti o peso de cada olhar pousando sobre mim e sobre ela.
Servos, guardas, responsáveis pelos corredores, todos sustentavam uma postura rígida e respeitosa, mas seus olhos não conseguiam esconder a curiosidade.
Era impossível ignorar.
Uma concubina nova entrando com o Sheik?
Aquela notícia iria atravessar o palácio como fogo em cortina seca.
Cada passo que dava ecoava mais alto do que deveria, como se o próprio mármore me julgasse.
E quanto mais avançávamos, mais meu maxilar travava.
Eu não tinha a menor ideia de como Laura reagiria.
Sabia que seria ruim.
Sabia que seria um enfrentamento.
Mas o que veio… foi mais devastador do que eu esperava.
Assim que a vi se aproximando, soube imediatamente que tudo estava fora do meu controle.
O olhar dela não era de ciúme.
Era ódio.
Puro e transparente.
Ela analisou Júlia dos pés à cabeça, e quando voltou o olhar para mim, parecia que eu havia traído séculos de tradição familiar.
A tensão na respiração de Júlia era au