Eu continuei sem resposta pelo restante do dia.
A noite inteira foi um tormento.
Eu me virava na cama como se estivesse deitada sobre arame farpado, e cada pensamento me espetava mais do que o anterior. O silêncio do celular era uma sentença. A falta de respostas da Carolina… como alguém simplesmente desaparece quando tem uma vida em mãos? A minha vida.
Eu dormia por segundos e acordava assustada. Imaginava passos no corredor. Imaginava o Sheik entrando no quarto de repente. Imaginava minha mãe piorando e eu sem poder nem ao menos saber.
Quando o sol finalmente se arrastou para dentro do quarto através das cortinas, eu ainda estava de olhos abertos.
Era outro dia, era mais um dia...
E tudo continuava igual.
Ou pior.
Pedi o café da manhã sem pensar no que exatamente eu estava pedindo. Eu só queria fingir que alguma rotina existia para mim. Quando o carrinho chegou, eu mal senti o cheiro da comida. Comi qualquer coisa só para não desmaiar. A cada garfada, eu engolia junto a sensação de