Me levantei da poltrona devagar, sentindo as pernas trêmulas, mas a coragem crescendo dentro de mim como uma chama alimentada pela raiva.
Ele me observava, imponente, como se soubesse que eu não teria forças para enfrentá-lo. Só que ele estava errado.
Caminhei até ficar frente a frente com ele, tão perto que podia sentir o perfume amadeirado e frio que sempre o acompanhava.
Levantei o queixo, o encarando de igual para igual.
— Enquanto você faz piadas com a minha dor...
Falei, a voz embargada,