A noite foi interminável. Cada hora parecia durar uma eternidade, e eu me virava na cama sem conseguir encontrar descanso.
O choro não parava, soluços curtos e desesperados escapavam do meu peito, e cada vez que me deitava, o peso da situação parecia me esmagar ainda mais.
Minha mente girava em círculos, o Sheik, o acordo, a minha mãe, tudo se misturava numa confusão que me deixava exausta e sem ar.
Quando o primeiro raio de sol passou pelas cortinas pesadas, senti que precisava me mover. Cada músculo do meu corpo doía, e meus olhos ainda estavam inchados e vermelhos de tanto chorar.
Me arrastei até o banheiro e deixei a água quente cair sobre a pele. O calor deveria acalmar alguma coisa, mas tudo que senti foi o reflexo do meu rosto no espelho me assustar.
Meus olhos inchados, olheiras profundas, lábios ressecados, parecia que o choro tinha marcado meu rosto de forma permanente. Eu mal me reconhecia. Por um instante, desejei que alguém aparecesse e dissesse que tudo não passava de u