CAPÍTULO 15

O som de batidas na porta fez meu coração disparar. Minhas mãos ainda tremiam, e meus olhos, vermelhos de tanto chorar, refletiam o cansaço e a raiva acumulados da noite.

— Júlia, sou eu, Nádia.

— Ele não pode me manter aqui! Quase gritei, correndo para a porta. — Minha mãe precisa de mim! Isso é loucura!

Nádia fechou a porta atrás de si, com calma, mas firme.

— Júlia… senta, por favor. Precisa se acalmar.

Disse, colocando as mãos nos quadris e me olhando com aquela paciência que irritava ainda mais.

— Não quero sentar!

Disse, já respirando de forma descompassada.

— Só me diga o que ele disse!

Ela suspirou e, por um instante, pareceu pesar cada palavra.

— O Sheik… ele quer fazer um acordo com você.

Meu estômago contraiu. Um acordo?

— Que tipo de acordo?

Perguntei, tentando manter a voz firme, mas falhando miseravelmente.

Nádia respirou fundo.

— Ele quer que você se torne a concubina dele. Em troca, ele pagará todo o tratamento da sua mãe, custeará pensão e cuidará de tudo que você
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