O som de batidas na porta fez meu coração disparar. Minhas mãos ainda tremiam, e meus olhos, vermelhos de tanto chorar, refletiam o cansaço e a raiva acumulados da noite.
— Júlia, sou eu, Nádia.
— Ele não pode me manter aqui! Quase gritei, correndo para a porta. — Minha mãe precisa de mim! Isso é loucura!
Nádia fechou a porta atrás de si, com calma, mas firme.
— Júlia… senta, por favor. Precisa se acalmar.
Disse, colocando as mãos nos quadris e me olhando com aquela paciência que irritava aind