O som de batidas na porta fez meu coração disparar. Minhas mãos ainda tremiam, e meus olhos, vermelhos de tanto chorar, refletiam o cansaço e a raiva acumulados da noite.
— Júlia, sou eu, Nádia.
— Ele não pode me manter aqui! Quase gritei, correndo para a porta. — Minha mãe precisa de mim! Isso é loucura!
Nádia fechou a porta atrás de si, com calma, mas firme.
— Júlia… senta, por favor. Precisa se acalmar.
Disse, colocando as mãos nos quadris e me olhando com aquela paciência que irritava ainda mais.
— Não quero sentar!
Disse, já respirando de forma descompassada.
— Só me diga o que ele disse!
Ela suspirou e, por um instante, pareceu pesar cada palavra.
— O Sheik… ele quer fazer um acordo com você.
Meu estômago contraiu. Um acordo?
— Que tipo de acordo?
Perguntei, tentando manter a voz firme, mas falhando miseravelmente.
Nádia respirou fundo.
— Ele quer que você se torne a concubina dele. Em troca, ele pagará todo o tratamento da sua mãe, custeará pensão e cuidará de tudo que você