Fiquei deitada por um tempo, abraçada aos travesseiros, sentindo cada ponto do meu corpo arder de vergonha e confusão.
As lágrimas rolavam sem controle, e não era só pelo que havia acontecido. Era pelo motivo pelo qual eu estava ali. Pela minha mãe.
Respirei fundo, tentando me convencer de que aquilo tinha um propósito. Que cada gesto, cada ordem, cada sensação que eu suportava, era para garantir que ela recebesse o tratamento, que não faltasse nada para que ela pudesse continuar lutando.
Mas