Quando abri os olhos, a realidade me atingiu como uma onda gelada. O quarto parecia menor, como se as paredes tivessem se aproximado, me cercando.
Minhas mãos ainda estavam na minha vagina, e a respiração saía em soluços curtos, descompassados.
A música continuava a tocar, lenta, carregada de um ritmo que se infiltrava na pele.
O que realmente me fez estremecer, no entanto, foi o olhar dele.
Ele me observava como se tivesse acabado de assistir a um espetáculo feito só para ele.
Os olhos escu