Quando abri os olhos, a realidade me atingiu como uma onda gelada. O quarto parecia menor, como se as paredes tivessem se aproximado, me cercando.
Minhas mãos ainda estavam na minha vagina, e a respiração saía em soluços curtos, descompassados.
A música continuava a tocar, lenta, carregada de um ritmo que se infiltrava na pele.
O que realmente me fez estremecer, no entanto, foi o olhar dele.
Ele me observava como se tivesse acabado de assistir a um espetáculo feito só para ele.
Os olhos escuros brilhavam com desejo intenso, um desejo cru, desmedido, que me fez corar da cabeça aos pés.
Minha pele ardia. Vergonha, nervosismo e alguma coisa perigosa que eu ainda não sabia nomear se misturavam dentro de mim.
Ele deu um passo à frente, depois outro, e a presença dele pareceu preencher todo o ar do quarto.
— Deite-se.
Disse, a voz grave, baixa, como se não precisasse ser repetida.
— Na beira da cama, com as pernas abertas.
Por um instante, fiquei imóvel, como se minhas pernas tivessem e