Ouvi uma batida leve na porta e ergui a cabeça que estava apoiada na poltrona. Era o Víctor.
— Oi… — ele falou baixinho. — Eu recebi alta e quis vir lhe ver…
— Como você está?
— Já estou pronto pra outra… — ele entrou mancando e segurando a barriga.
— Víctor, eu tenho que lhe pedir perdão…
— Não precisa, Helena, ambos somos adultos e donos das nossas escolhas!
— Eu juro que não foi de propósito, eu não imaginava que o Renato ia voltar… inclusive quando lhe chamei era só para conversarmos…
— E