O choque ainda doía na pele.
O rosto ardia onde a mão de Carlos havia tocado, mas não era o tapa em si que latejava: era o fato de ele ainda existir. De ainda ousar se aproximar. De ainda achar que podia me atingir, me calar, me dominar como antes.
Clara estava ao meu lado, com o maxilar travado, respirando fundo, tentando controlar a raiva que ainda fervia nos olhos dela.
— Você tá bem? — ela perguntou, segurando meu braço.
Assenti. Rígida.
— Tô. — respondi, mesmo sabendo que não estava.
Não d