Na manhã seguinte, o pátio parecia um formigueiro. Deborah caminhava de um lado a outro com a prancheta apertada contra o peito, coordenando voluntários e militares que descarregavam móveis simples: colchões enrolados em plástico, algumas cadeiras, duas mesas de madeira clara.
— Hoje é dia de mudança — disse ela, assim que me viu.
— Quem vai pra casa nova? — perguntei, sentindo o peito aquecer.
— A família da senhora Inez — respondeu. — Eles não têm pra onde voltar. Decidiram ficar aqui de vez.