O refeitório esvaziou devagar, até só restarem vozes distantes e cadeiras empurradas com cuidado para não acordar quem já dormia nas tendas. Eu fiquei por último, recolhendo alguns talheres que alguém esqueceu sobre a mesa. Quando saí, a noite tinha caído por completo, mas não estava fria — era uma daquelas noites mornas em que tudo parece suspenso.
Caminhei até o canto do pátio, onde a cerca improvisada marcava o limite entre a base e o terreno baldio ao lado. Sentei no degrau de madeira, abra