No dia seguinte, o vento começou a soprar cedo, antes mesmo de o sol ganhar força. Eu acordei com a lona do alojamento batendo contra a parede de metal, fazendo um ruído grave que parecia prenúncio de alguma coisa maior.
June já estava sentada na beirada da cama, prendendo o cabelo num coque torto.
— O céu tá com cara de confusão — disse, esticando o pescoço pra espiar pela fresta da porta.
— Vai chover? — perguntei, tentando controlar a ansiedade que sempre me acompanhava quando o tempo mudava