O dia começou diferente. O ar parecia mais frio quando saí do alojamento, como se a madrugada tivesse deixado um rastro que o sol não conseguiria apagar tão cedo. June já me esperava perto do caminhão, mexendo numa prancheta riscada de anotações.
— Dormiu? — perguntou, sem levantar o olhar.
— Não muito — respondi, abraçando os cotovelos.
Ela ergueu os olhos e, por um segundo, deixou o silêncio falar no lugar dela. Eu sabia que ela entendia. Sabia que, por mais que eu tentasse fingir que aquele