Às vezes, penso que quem nunca perdeu nada não entende como as ruínas podem ser silenciosas.
Você anda por elas e não sabe se chora pelo que sumiu ou pelo que ficou.
Escrevi essa frase antes de dormir, com a caneta riscando o papel no escuro, só com a luz que vazava da rua. Alguns dias que eu sentia vontade de escrever de verdade, não só para desaguar lembranças. Mas para tentar entender quem eu era naquele espaço entre o que tinha acabado e o que ainda não começara completamente.
Fechei o cade