Na manhã seguinte, acordei antes de June. A luz entrava pelas frestas da janela e riscava o chão com faixas douradas. Fiquei deitada um tempo, só observando a poeira dançar no ar. Era uma das poucas horas em que o silêncio não parecia vazio.
Quando levantei, June ainda respirava devagar, como quem estava, finalmente, descansando. Peguei meu caderno e saí sem fazer barulho. O pátio estava quase deserto. Alguns voluntários carregavam caixas. No canto, Callum empilhava tábuas. Eu me obriguei a não