O refeitório parecia outro lugar à noite. As vozes baixas, o barulho ritmado dos talheres, a claridade suave das lâmpadas penduradas — tudo dava ao espaço um ar de refúgio improvisado.
Eu e June chegamos ainda cobertas de poeira e cansaço. Deborah estava atrás do balcão, mexendo alguma coisa numa panela grande. Quando nos viu, estreitou os olhos, como quem avalia se ainda tínhamos forças pra ficar de pé.
“Vocês duas estão um trapo,” anunciou, em tom neutro.
“Obrigada pelo carinho,” respondeu Ju