Na manhã seguinte, June apareceu na porta do alojamento com um colete fluorescente jogado sobre o ombro. O cabelo dela estava preso num coque improvisado, e as olheiras denunciavam que não dormira muito.
“Hoje não tem estoque, não tem cozinha,” anunciou, erguendo o colete. “Vamos sair.”
“Pra onde?” perguntei, ainda sentada na cama.
“Mutirão de limpeza. Tem uma rua perto do rio que ficou coberta de entulho. A prefeitura nunca chega. Então… somos nós que vamos.”
Eu nunca tinha feito nada parecido