O tempo parecia ter parado. Os ponteiros do relógio congelaram, a areia cessou de cair na ampulheta invisível que marcava sua vida. Karen não sabia há quanto tempo estava encolhida no chão, em posição fetal, abraçando a si mesma como se fosse a única coisa sólida que restava.
Só percebeu que era noite quando sentiu os braços ao seu redor. Sebastian a envolveu com cuidado, como se tivesse medo de quebrá-la.
"Karen, o que aconteceu?" A voz dele carregava pânico contido. "Você está sentindo algum