O Castelo Real, que por séculos fora um monumento ao isolamento e à frieza da linhagem lupina, transformara-se agora no coração pulsante de uma nova era. Meses haviam se passado desde a queda de Isolde e o banimento das sombras que outrora governavam os pátios de granito. Onde antes se ouvia o tilintar de correntes e o rosnado de guardas opressores, agora ecoava o som de martelos de construção e o riso de crianças que, pela primeira vez na história do reino, podiam correr juntas — humanos e lup